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CORONAVIRUS

Jeremoabo BA: desabafo de cidadã quanto a teste de coronavírus não aplicado

depois de tentar, não conseguiu, fez do próprio bolso

07/07/2020 10h57Atualizado há 3 semanas
Por: Pedro Son
Fonte: redação
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Já faz algum tempo que existem muitas reclamações quanto a aplicação de testes rápidos na população em Jeremoabo BA. A semana passada ouvimos a queixa do Major Júnior quanto a dificuldade de aplicação em vaqueiro de sua propriedade e muitas outras reclamações.

O que se estranha é que recursos não param de chegar. Não seriam os testes rápidos um necessidade de primeiro momento e teriam prioridade?

Mais um desabafo do tipo foi postado no Facebook:

“Eu, Suleide de Souza Bomfim, conhecida como Leidinha, filha do Finado e saudoso Reis da Caçamba e Dona Marina, venho por meio desta minha rede social, informar a população jeremoabense, principalmente aos familiares, amigos, colegas de trabalho vizinhos e aqueles que tiveram contato próximo a mim, nos últimos dias,  que eu testei positivo para a COVID-19 e, no momento, estou em ótimo estado de saúde, sem a presença de sintomas ou sequelas. Pois, meu exame apontou a presença de anticorpos (igG) que significa eu contraí a doença, porém já estou imune (curada), não ativa. Ou seja, não ofereço mais perigo de contaminar ninguém.

Todavia, por responsabilidade minha, enquanto cidadã, cumpridora de meus deveres e que deseja usufruir de meus direitos, decidi expor minha situação para alertar a população em geral, o qto precisamos nos isolar e se precaver com os pequeninos sintomas.

Inicialmente, percebi os primeiros sintomas da COVID-19 no dia 25 de junho, no entanto, como havia ficado bastante tempo próximo a fogueira assando milho nos dias 23 e 24,  imaginei que fosse apenas os sintomas normais e rotineiros da renite alérgica, a qual tenho desde criança e é de hereditariedade familiar.

 Ao medicar-me contra a renite alérgica no dia 25 já acordei bem disposta e melhor no dia 26, sem a presença de nenhum sintoma. No dia 30/06 foi que percebi mais fortemente os sintomas, pois, tive gripe e, consequentemente, senti a perda do olfato e paladar que persistiram nos próximos dias. Aí, então, comecei a estranhar a sequência desses sintomas. A partir daí (01/07) busquei me isolar totalmente e já informei no trabalho que era necessário me ausentar pq estava sob o risco de estar contaminada e contaminar meus colegas. No (03/07), também entrei em contato com a vigilância epidemiológica, na pessoa do coordenador municipal e relatei todos os meus sintomas, suspeitas e preocupações. Pois, tenho uma filha que sofre com algumas crises de falta de ar, inclusive já levei várias vezes ao hospital municipal, uma mãe idosa de 66 anos e uma família acima do peso convencional. O coordenador desta instituição (vigilância), informou que não poderia fazer o exame e que este só com autorização do médico responsável pelo PSF de minha área onde resido. Ainda, no mesmo dia, procurei, por celular, a enfermeira que coordena o PSF, essa me informou que não havia médicos disponíveis para avaliar a minha situação e decidir e/ou autorizar a realização de meu exame.

Diga-se de passagem, um absurdo sem tamanhos, uma situação revoltante diante da Pandemia que estamos vivendo e que ao ler/assistir jornais, revistas, entrevistas e boletins da área da saúde, pede-se sempre que ao perceber os sintomas, isole-se e, automaticamente, comunique às autoridades competentes para realização dos exames.

Assim sendo, não tive das autoridades competentes o auxílio necessário, até pq um retorno e as orientações cabíveis, mesmo que por whatsapp e até uma ligação não ocorreram.

Não conformada com a situação, busquei as redes sociais para tentar pressionar por ajuda e até discuti com algumas pessoas sobre essa negligência e falta de atitude por parte do município.

Hj 06/07, voltei a cobrar da vigilância epidemiológica a realização do meu exame, como não fui atendida, busquei um laboratório particular da cidade (LAMES) e paguei do meu próprio bolso o exame. Um absurdo com tantos recursos que chegaram ao nosso município para o combate a este mal.

Dessa forma, mesmo sabendo, segundo estudos científicos já realizados no mundo inteiro que apontam em torno de 40%, o percentual de assintomáticos com possibilidades de transmitir a doença, preocupei-me com a população. Pois, vai que nesse período que estive ativa, mesmo não sentindo sintomas, possa ter transmitido inocentemente e não intencionalmente para familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho e pessoas que tiveram algum contato comigo.

Portanto, não estou aqui para confusões, apenas para relatar minhas angústias e dificuldades e para solicitar que meus familiares, amigos, vizinhos e outras pessoas tenham o devido cuidado e atenção por parte do poder público municipal, a quem de direito , deve se a obrigação de rastrear e examinar as pessoas citadas acima.

Desde já, agradeço a atenção de todos e todas, no entendimento que, ninguém contrai e nem transmite por vontade própria essa doença. Infelizmente, ela é muito contagiosa e pode chegar a qualquer momento, a qualquer pessoa. A nós cabe nos cuidar, fazendo nossa parte de ficar casa e pedir proteção a Deus”.

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