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DESABAFO

Jeremoabo BA: Relato de uma mãe ou o lado bom e o lado triste do atendimento público

O desabafo foi postado em Redes Sociais

25/06/2020 13h05Atualizado há 15 horas
Por: Pedro Son
Fonte: redação
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Uma mensagem postada nas Redes Sociais e divulgada em programas de rádio da região está recebendo muito apoio.

A servidora pública Camila Eustáquia passou por momentos difíceis nos últimos dias com a perda do seu bebê. E após o que passou emitiu uma mensagem destacando o lado bom do atendimento profissional e ao mesmo tempo o lado podre de alguns que se acham dono do poder e agem de maneira incompatível com o cargo que desempenham.

Camila foi verdadeira! Elogiou a quem merecia e denunciou quem também merecia. Vamos ao relato.  

Relato de uma mãe!

Hoje escrevo esse texto para relatar duas situações vividas por mim nos últimos 4 dias, sábado 20/06 amanheci o dia sentindo um pouco de dor, e os demais sintomas assemelhavam-se a infecção urinária, no início da noite fui ao hospital de Jeremoabo, aí começa a primeira parte da história, chegando lá fui muito bem assistida, desde a recepcionista passando por enfermeira e técnicos até chegar ao médico, fui medicada  e vim embora, só que ao chegar em casa a intensidade das dores aumentaram, e uma pequena mancha de sangue surgiu, como estava gravida de 3 meses voltamos novamente ao hospital, o  atendimento não foi diferente fui muito bem assistida pelo Dr. Adriano e a enfermeira de plantão que na hora não perguntei o nome, então como as dores só aumentavam fui encaminhada para a cidade de Paulo Afonso para avaliação com um obstetra, mais uma vez Deus coloca um anjo em meu caminho a enfermeira acompanhante Jamile foi um verdadeiro anjo, muito humana e você via no olhar dela o amor pela profissão, o tempo todo ela me dando palavras de apoio e sempre ao meu lado, infelizmente chegando em PA veio o aborto espontâneo um momento de muita dor para nós pois esperávamos ansiosos pela chegada de nosso bebê, mas até nesse momento de dor eu sentia o carinho da enfermeira, ali se encerrava meu contato com ela, pois fiquei internada em PA. MUITO OBRIGADA ENFERMEIRA JAMILE!!!

Em PA também fui muito bem assistida e gostaria de agradecer a toda equipe da sala de parto do Hospital Nair Alves por todo carinho comigo nesse momento de dor, não irei citar nomes pois como passei 3 dias lá, fica difícil citar nomes, mas muito OBRIGADA a todos!

Agora começa a segunda parte da história onde percebemos como as pessoas encaram a profissão de forma diferente, na segunda meio dia tive alta, o Nair entrou em contato com o Hospital de Jeremoabo para mandarem o carro ir me buscar como é de praxe, só que o hospital estava sem ambulância no momento, e o caso foi passado para a responsável pelo transporte na Sec de saúde, isso foi por volta de 13h, fiquei no aguardo, as 17:30 o carro não havia chegado e entrei em contato com o responsável pelas ambulâncias o mesmo me disse que havia passado o caso para o setor de transporte da Sec de saúde, entrei em contato com a responsável, mas a mesma nem deu retorno no zap, e nem atendeu minhas ligações, foi aí que uma tia ligou pra ela e foi informada pela mesma que não tinha previsão de quando o carro iria me buscar, que iam da prioridades a outras pessoas  e que eu era funcionária pública( trocando em miúdos que arcasse com a despesa) senhora gostaria de informar que o fato de ser funcionária não me impossibilita de usar o SUS, pago meus impostos igual a qualquer cidadão, eu até entendo que vcs não tinham o carro no momento, porém a postura profissional mais adequada era você entrar em contato com o Nair e comunicar, não deixar uma paciente que acabara de sofrer um trauma, a espera de um transporte que não teria previsão de quando iria chegar! Se não tivéssemos entrado em contato nunca saberíamos.

 Resumindo tivemos que providenciar carro as 19h para que eu pudesse retornar ao meu lar e receber carinho de amigos e familiares pois era o que eu mais precisava no momento!!!

O que eu quero com esse texto é mostrar como as pessoas se comportam de formas diferente em seus locais de trabalho, na primeira situação vocês percebem equipes que trabalham não só pelo dinheiro, mas sim por gostarem do que faz, e independente de classe social, partido político tratam seu pacientes como gente, já na segunda percebem que a pessoa não possui qualificações humanas para o cargo, pode até ter qualificação profissional, porém humana não tem, essa área onde você    lida com pessoas doentes, debilitadas você precisa se colocar no lugar do outro! Meu desabafo é para alertar as autoridades para que isso não venha mais acontecer! Eu tive como me deslocar, mas e quem não tem? Como fica??

QUANDO VOCÊ NÃO É CAPAZ DE SENTIR A DOR DO OUTRO O DOENTE É VOCÊ!

Camila Eustaquia

 

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