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Sabor e geração de renda: mulheres do semiárido preparam delícias com frutos da caatinga em Jeremoabo BA

mulheres do Povoado Várzea Grande fazem a diferença

13/05/2022 às 11h45 Atualizada em 14/05/2022 às 14h15
Por: Pedro Son Fonte: Arcas
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Crédito: Arcas
Crédito: Arcas

O semiárido possui uma grande variedade de plantas nativas, cujos frutos genuinamente da caatinga, utilizados na culinária humana, tem não apenas agregado valor à cultura dessa região como também tem incentivado a preservação e a alimentação saudável. Além disso, a preparação ou o processamento desses alimentos se tornou uma alternativa econômica para muitas famílias agricultoras do território Semiárido Nordeste II.

Um grupo de mulheres do Povoado de Várzea Grande, do município de Jeremoabo, que é acompanhado pela ARCAS, através do projeto Ater Mulher, tem feito muitas delícias a partir de frutas e frutos da Caatinga, que vem conquistando o paladar de muita gente. Bolos, tortas, geleias, brigadeiros, farofas, cocadas, tudo isso feito a partir de mandacaru, murici, Palma, licuri, umbu, frade, araticum, quixaba, acerola, pitomba, juá, araçá... “Fazemos nossos produtos com toda diversidade que a Caatinga nos oferece. Cada uma tem sua forma de fazer, tem a sua receita e dessa forma a gente quer crescer cada vez mais e aprimorar essas receitas que foram criadas por nós”, destacou Ailma Gonçalves de Carvalho, uma das cozinheiras.

A originalidade dos doces tem gerado diversos convites para essas mulheres, a exemplo da 1ª Expo Bonsai de Espécies do Bioma Caatinga, uma realização do Colégio Sete de Setembro e UniRios e da Feira Agroecológica de Cícero Dantas.

A técnica do Ater Mulher de atuação em Jeremoabo, Stela Lima, explica que a Arcas, através desse projeto, reativou o grupo dessas mulheres, e incentivou a produção de maior quantidade e de diversidade de produtos da cantiga. “Com a chegada da Assistência, percebemos que esse grupo estava parado, e desde então começamos a desenvolver um trabalho com ele, incentivando o retorno a essa produção. E isso está dando certo. Nesse retorno, elas passaram a produzir mais e com maior diversidade de frutas da Caatinga. A renda não fica apenas para as participantes, mas também está movimentando economicamente a comunidade, visto que elas também passaram a comprar produtos de outras mulheres”.

Além de valorizar o bioma, o grupo também quer ajudar na conscientização das pessoas acerca do meio ambiente. Entre as ações previstas por essas mulheres estão a ativação de um viveiro de mudas com plantas da caatinga e arborização das margens do Rio Vaza Barris. 

Destaque-se que o projeto ATER MULHER tem apoio do Governo do Estado da Bahia.

 

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