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DATAS HISTÓRICAS

04 de Julho na História

os fatos que marcaram a data

04/07/2020 09h33Atualizado há 4 semanas
Por: Pedro Son
Fonte: Hoje na história
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  1. 1.     Morre Burle Marx, arquiteto e pintor brasileiro

Em um dia como hoje, no ano de 1994, morria no Rio de Janeiro, Roberto Burle Marx, artista plástico, reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho como arquiteto-paisagista. Nascido em São Paulo em 4 de agosto de 1909, ele morou boa parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão seus principais trabalhos, contudo suas criações podem ser encontradas em vários locais do mundo. Aos 19 anos, Burle Marx teve um problema nos olhos e a família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Permaneceram na Alemanha de 1928 a 1929, onde Burle Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu um Jardim Botânico com uma estufa mantendo vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado. Ele também visitou exposições que iriam lhe causar grande impacto como as de Picasso, Matisse, Paul Klee e Van Gogh. De volta ao Rio de Janeiro, em 1930, seu vizinho e amigo Lúcio Costa o incentivou a entrar para a Escola Nacional de Belas Artes. Ali conviveu com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira como Oscar Niemeyer. Mais tarde ocupou o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética, projetando mais de 10 praças. Em 1935, ao projetar a Praça Euclides da Cunha (a Praça do Internacional, conhecida também como Cactário Madalena) ornamentada com plantas da caatinga e do sertão nordestino, buscou livrar os jardins do "cunho europeu", semeando a alma brasileira e divulgando o "senso de brasilidade". Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental. Ele projetou o terraço-jardim para o Edifício Gustavo Capanema, considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. A partir daí, Burle Marx trabalhou com uma linha que o identificava com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo e o construtivismo.

 

  1. 2.     Maria Esther Bueno faz história ao vencer Torneio de Wimbledon

Em um dia como este, a tenista brasileira Maria Esther Bueno fazia história ao conquistar o tradicional torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra, no ano de 1959. Desta maneira, ela se tornou a primeira pessoa de nacionalidade brasileira a vencer um torneio da categoria Grand Slam, que engloba atualmente os quatro mais prestigiados torneios de tênis do mundo: além de Wimbledon, Roland Garros, Aberto dos EUA e Aberto da Austrália. A paulista Maria Esther Bueno ainda conquistou o torneio inglês em 1960 e 1964. Também se sagrou campeã de duplas em 1958 (com Althea Gibson), 1960 (com Darlene Hard), 1963 (Hard), 1965 (com Billie Jean King) e 1966 (com Nancy Richey). Ao longo de sua carreira, venceu 19 torneios Grand Slam (7 de simples; 11 em duplas femininas; 1 em duplas mistas). Segundo o Daily Telegraph, que registra a classificação dos tenistas entre 1914 e 1972, Bueno foi a nº. 1 do mundo em 1959 e 1960. Neste mesmo ano, entrou para a história ao ser a primeira mulher a ganhar os 4 Grand Slams jogando em duplas num mesmo ano (3 com Darlene Hard e um com Christine Truman Janes). Em 1978, ela foi incluída no International Tennis Hall of Fame, tornando-se a primeira brasileira a receber esta honraria. Ao longo de seus 20 anos de carreira, colecionou 589 títulos internacionais. Uma lesão no cotovelo direito, contudo, praticamente deu fim a sua carreira em 1967. Após várias cirurgias ele tentou retornar em 1970, mas sem o sucesso de antes.

  1. 3.     Morre o escritor Monteiro Lobato, criador de O Sítio do Pica-pau Amarelo

No 4 de julho de 1948 morria, em São Paulo, José Bento Monteiro Lobato, autor de literatura infanto-juvenil e também um dos grandes personagens da história recente do Brasil. Ele ficou conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis e também pelos contos, artigos, um livro exaltando o petróleo e o ferro no Brasil e seu único romance, “O Presidente Negro”. Entre suas obras mais conhecidas estão “Reinações de Narizinho” (1931), “Caçadas de Pedrinho” (1933) e “O Pica-pau Amarelo” (1939). A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Pica-pau Amarelo, no interior do Brasil. Além de escritor, Monteiro Lobato também fazia ilustrações para jornais. Nascido no dia 18 de abril de 1882, em Taubaté (SP), ele sempre foi polêmico e árduo defensor das próprias ideias. Em 1917, publicou o famoso artigo que criticava uma exposição da pintora Anita Malfatti. O texto, chamado "Paranoia ou Mistificação?” , falava das influências dos “ismos”, como o futurismo, cubismo e surrealismo na arte de Malfatti que, apesar disso, tinha um "talento vigoroso, fora do comum". O escrito, contudo, não aprovava essa proximidade da artista com a cultura europeia. Com isso, Monteiro Lobato, de início, ganhou antipatia dos artistas ligados ao modernismo em São Paulo. Anos mais tarde, no entanto, ele faria as pazes com alguns representantes do movimento, como Mario de Andrade. Nos anos seguintes, Lobato publicou seus primeiros livros. Em "Urupês" (1918), ele deu vida a um dos seus mais conhecidos personagens, o Jeca Tatu. Sua criação gerou muita polêmica, já que traçava um retrato pouco elogiável do “caipira” como um sujeito preguiçoso, que simbolizava a miséria do campo no Brasil. Outros livros de sua fase inicial são "Cidades Mortas" (1919) e "Negrinha" (1920). Em 1927, Monteiro Lobato mudou-se para os Estados Unidos. Ficou lá até 1931 e enfrentou problemas com o seu livro "O Presidente Negro e o Choque de Raças", no qual contava a história da vitória de um candidato negro à presidência dos Estados Unidos. Apesar de não ter sido bem aceito nos Estados Unidos, sempre defendeu este país por conta do seu desenvolvimento, principalmente da infraestrutura. No seu retorno ao Brasil, em 1931, Monteiro Lobato defendeu com unhas e dentes um outro ideal: acreditava nas riquezas naturais do país e na produção de petróleo. Por conta disso, chegou a enviar uma carta ao presidente Getúlio Vargas, criticando o governo e foi preso. Em 1941, voltaria a ser preso pelo mesmo motivo. Esta luta pelo petróleo o deixou pobre e doente, resultando no derrame fatal que causou sua morte em 1948.

  1. 4.     Dia da Independência dos Estados Unidos

No dia 4 de julho de 1776 o Congresso Continental, na Filadélfia, ratificou a independência dos Estados Unidos após a Guerra de Independência, entre junho e julho daquele ano. O fato consolidou o triunfo dos colonos norte-americanos e o princípio do autogoverno. A partir de então, os estados assinaram a Carta dos Direitos, composta por dez emendas à Constituição Federal, que proibia a restrição das liberdades individuais e garantia uma série de proteções legais. Este documento original está exposto ao público no arquivo nacional em Washington. Nos Estados Unidos a data é comemorada com desfiles, espetáculos, jogos, atividades esportivas, disparos de canhões, sinos, fogueira e iluminações especiais.

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