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NELSÃO

Nelson Triunfo viveu em Paulo Afonso BA é mestre e pai do hip-hop brasileiro

Mas, quando a gente conheceu o Nelson, viu que ele era muito maior.

12/05/2020 10h43Atualizado há 4 meses
Por: Pedro Son
Fonte: internet (várias fontes)
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Nelsão sendo condecorado em São Paulo
Nelsão sendo condecorado em São Paulo

Nelson Triunfo ou Nelsão! Tive oportunidade de conviver de perto quando calouro do Coliseu Show, no final dos anos 70 e ele incendiava os programas com sua vasta cabeleira danças à la Michael Jackson! Grande figura.

 Um dia, quando estava em Cambuí, Sul das Minas Gerais, um ajuntamento na praça e um cabra dançando hip-hop. Que alegria ao redescobrir Nelson Triunfo! Batemos um longo papo ...

É difícil para Nelson Triunfo lembrar de algum momento de sua vida sem a dança. "Ainda era molequinho e já tinha muito destaque nas escolas, naquelas coisas do 'iê iê iê' da Jovem Guarda, do frevo, do maracatu", diz o pernambucano que, aos 65 anos, é celebrado como pioneiro da dança de rua no Brasil.

Batizado Nelson Gonçalves Campos Filho, Triunfo saiu de Pernambuco e, depois de passar por Paulo Afonso, na Bahia, e por Brasília, mudou-se São Paulo em 1977 para tentar viver de dança. E foi na capital que ele percebeu que teria que enfrentar uma porrada de dificuldades para conseguir realizar seu sonho.

Triunfo já apanhou muito da polícia, chegando inclusive a ser preso. "Tinha também o preconceito da sociedade, por não conhecer o que nós estávamos fazendo", lembra. E se hoje a caixinha de som Bluetooth reina, na época as coisas eram um pouquinho diferentes. "Nós pedíamos pros caras gravarem vinis em fitas cassete pra usar nos box, aqueles rádios grandões", conta Nelson. "Não era fácil ter que comprar pilha toda hora, elas eram caras e acabavam muito rápido na rua. Tinha box que usava oito daquelas pilhas maiores, mas nós passávamos os bonés, cada um dava um dinheiro e a gente fazia acontecer."

Por mais que tenham tentado, ninguém conseguiu frear a paixão de Nelson pela dança. Em 1984, ele e sua galera passaram a se reunir no calçadão de pedras portuguesas na esquina da rua Dom José de Barros com a rua 24 de Maio, no Centro, e logo começaram a ser reconhecidos por seus movimentos que gritavam liberdade, no que seria o início da cultura hip-hop no Brasil. "Naquele ano, gravamos a abertura da novela 'Partido Alto' da Globo, dançando uma mistura de hip-hop com samba, o que foi uma revolução", lembra. "Hoje os caras fazem isso e chamam de freestyle, essa mistura das danças."

O momento foi fundamental para tirar a dança de rua da clandestinidade e transformá-la em uma forma de arte admirada em todo o País. "Em 85, os caras começaram a dançar na estação São Bento, aí a história estourou no Brasil inteiro", conta. "Assim, as dificuldades, de uma certa forma, foram sendo vencidas."

É por isso que, até hoje, Nelson usa sua influência para difundir a cultura hip-hop como instrumento de educação e reinserção social, em iniciativas como a Casa do Hip-Hop de Diadema, criada em 1999. Em 2008, recebeu os títulos de Cidadão Paulistano e de comendador da Ordem do Mérito Cultural, reconhecimento máximo do Ministério da Cultura.

Chamado por muitos de Mestre, Nelson Triunfo não se alimenta de elogios. Para ele o que vale é a mensagem que sua arte passa e o legado que ela deixa. "A dança clássica não deixa de ser contemporânea, mas com a dança de rua é mais fácil criar vínculos com jovens periféricos", diz. "Hoje a dança no Brasil está no mesmo nível de outros países, os caras estão até infringindo a lei da gravidade, e acho que a gente ainda vai evoluir muito mais."

Nelsão, como o chamam, virou tema de documentário, "Triunfo", e de biografia, "Do Sertão ao Hip-Hop". "A minha história não é minha: é de momentos do Brasil", comenta ele sobre os dois projetos, realizados, respectivamente, pelo diretor Hernani Ramos e pelo jornalista Gilberto Yoshinaga.

O filme traz depoimentos sobre o dançarino de artistas como Os Gêmeos, que o conheceram nos bailes e contam, rindo: "A gente lembra de ele entrar na roda e todo mundo esperar tirar a touca para o cabelo ficar grande".

"Era para o filme ter dez minutos", diz Hernani Ramos. "Mas, quando a gente conheceu o Nelson, viu que ele era muito maior."

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