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Manifestações do 7 de Setembro repercutem nos discursos no Plenário da Câmara

Especialistas criticam acionamento tardio das térmicas; governo defende consumo racional

08/09/2021 às 17h21
Por: Pedro Son Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Sessão do Plenário da Câmara dos Deputados - (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Sessão do Plenário da Câmara dos Deputados - (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

As manifestações promovidas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 7 de setembro dominaram os pronunciamentos no Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8). A maioria dos parlamentares reafirmou o compromisso com a democracia, enquanto deputados aliados do presidente endossaram as críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e contra a Justiça Eleitoral. A oposição cobrou a instauração de processo de impeachment contra Bolsonaro por crime de responsabilidade.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) avaliou que as manifestações demonstraram que o presidente da República é “o principal risco à democracia no nosso País”. Ela afirmou que é preciso responsabilizar Bolsonaro por atos de violência contra as instituições.

“Manifestações estimuladas, financiadas, mobilizadas pelo presidente da República, cuja pauta era invadir o Supremo Tribunal Federal, invadir a Câmara dos Deputados, colocar em questão uma decisão deste Parlamento de derrotar o voto impresso e fazer com que as pessoas tivessem na sua mobilização o ódio, a violência e a tentativa de agredir os Poderes da República”, disse Jandira.

Já a deputada Bia Kicis (PSL-DF) defendeu as manifestações e disse que o povo é contra o “autoritarismo” do STF. Ela criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito que investiga atos antidemocráticos e financiamento de notícias falsas, que levaram à prisão o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e o ex-deputado Roberto Jefferson, entre outros acusados.

“É um ministro do Supremo Tribunal Federal que está atuando contra a Constituição e contra as leis, que está invadindo competências não só deste Congresso, mas do Executivo e até do Ministério Público”, afirmou Bia Kicis.

O deputado Helder Salomão (PT-ES) destacou que a situação econômica do País e a realidade brasileira ficaram de lado durante as manifestações, em que prevaleceu um discurso radicalizado. “Nenhuma palavra do presidente da República, nenhuma palavra para anunciar medidas para socorrer o povo que precisa de vacinas, para o povo que está passando fome, que não tem dinheiro para comprar minimamente o gás de cozinha e os alimentos, porque o salário mínimo está congelado”, lamentou.

Helder Salomão cobrou uma reação do Parlamento. “Nós não podemos seguir com a pauta legislativa como se nada estivesse acontecendo. A nossa democracia está ameaçada, o nosso povo está ameaçado”, disse.

Para o deputado Luiz Lima (PSL-RJ), no entanto, as manifestações demonstraram o apoio popular ao presidente. Ele também ressaltou as críticas aos ministros do STF. “Alexandre de Moraes, [Luis Roberto] Barroso, [Luiz] Fux, eles não são os culpados; eles fazem parte final do processo da corrupção do nosso País, eles fazem parte do final do processo falido da política nacional, com vereadores, prefeitos e governadores”, declarou.

Democracia
Na avaliação do deputado Fábio Trad (PSD-MS), o Congresso precisa reagir em defesa da democracia e das instituições. Ele afirmou que a falta de ocorrências policiais não torna os atos pacíficos por conta da pauta defendida pelos manifestantes. “Uma pauta antidemocrática, uma pauta fascista que precisa ser repudiada por quem ainda não está entorpecido pelo bolsonarismo radical homofóbico, fascista, e que tem um sentimento de hostilidade e ojeriza aos pobres”, criticou.

Para o deputado Darci de Matos (PSD-SC), é preciso buscar a pacificação e a convivência republicana entre os Poderes. “A pacificação entre os Poderes é a posição inteligente. O País passa por dificuldade, não é a hora de incendiarmos o Brasil”, afirmou.

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