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Operação de fauna “Arara Kûara” combate caça e comércio de animais silvestres em Jeremoabo BA e outros municípios

objetivo foi combater a caça, criação e comercialização ilegais da fauna

24/04/2021 17h18Atualizado há 7 dias
Por: Pedro Son
Fonte: informe baiano
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imagem informa baiano
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Em mais uma etapa da Operação “Arara Kûara”, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) vem monitorando, conforme planejamento da Coordenação de Fiscalização Preventiva da Diretoria de Fiscalização Ambiental (COFIS/DIFIS), as áreas da Região Norte do Estado com o objetivo de combater a caça, criação e comercialização ilegais da fauna silvestre e, em especial, garantir a proteção da Ararinha Azul (Cyanopsitta spixii) e da Arara Azul de Lear (Anodorhynchus leari) – espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.

A fiscalização nesta fase se deu entre os dias 08 e 14 de abril de 2021, nas Unidades de Conservação do Boqueirão da Onça, Raso da Catarina e Serra Branca, percorrendo os municípios de Campo Formoso, Curaçá, Juazeiro, Uauá, Jeremoabo e Canudos.

Além do apoio de técnicos da Sede Inema/CAB e da Unidade Regional (UR) Juazeiro, a ação também contou com a participação da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA/PMBA), da equipe do Centro Estadual de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) através da articulação com a Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU), e de algumas Organizações Não Governamentais – ONGs que atuam na pesquisa e proteção da fauna e biodiversidade local.

Além de coibir os ilícitos relacionados ao tráfico das espécies ameaçadas, foram apreendidos 102 animais silvestres, dentre eles animais conhecidos popularmente como azulões, papa-capins, cardeais, canários-da-terra, coleirinhas, tico-ticos, trinca-ferros, bigodinhos, bicos-de-veludo, sabiás-laranjeiras, pássaro-preto, periquitos-da-caatinga, periquitos-são-josé e periquitos-maracanãs.

Na ocasião, foram apreendidas ainda seis espingardas de cartucho e de fabricação artesanal e, também, desarticulado um acampamento de caçadores encontrado na região.

Algumas aves puderam ser imediatamente soltas no seu habitat natural e as demais enviadas para o CETAS de Cruz das Almas para reabilitação e reintrodução na natureza.

Para o técnico do Inema que acompanhou toda a operação, Ricardo Chaves, foi uma grata surpresa registrar a Arara Azul de Lear em voo livre durante a última campanha de fiscalização. No entanto, o técnico chama a atenção para a necessidade de conservação da espécie. “Cabe também alertar que este exemplar da fauna, endêmico da Caatinga, que existe em área extremamente restrita do sertão baiano, é uma espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção e, portanto, requer ações continuadas, e o Inema estará presente nas áreas de reprodução visando justamente coibir os ilícitos e garantir a sua proteção”, salientou.

A Operação Arara Kûara é um nome de origem indígena e significa “toca das araras” (arara, “arara” e kûara, “buraco”, “toca”). A ação vem ocorrendo desde 2019, onde as equipes de fiscalização percorrem os locais de reprodução das espécies ameaçadas de forma ostensiva. Até o momento atual, já foram apreendidos o montante de 315 animais silvestres e 34 armas de fogo, além de petrechos diversos utilizados contra a fauna. Foram flagrados e desmontados 2 acampamentos de caçadores, além do flagrante de um comerciante de aves, que comprava os animais na região para venda no Estado de Sergipe.

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