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BUCHADA

Buchada e dobradinha chegarão pré-prontas aos supermercados das regiões Nordeste e Sudeste

nossas iguarias chegando ao mercado do Brasil

27/01/2021 09h09Atualizado há 3 semanas
Por: Pedro Son
Fonte: embrapa
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Embrapa
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Pesquisadores da Embrapa e da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) desenvolveram um método para padronizar o preparo de buchada e dobradinha, pratos derivados de carne ovina típicos da Região Nordeste, garantindo o controle higiênico-sanitário dos produtos e aumentando do seu tempo de conservação. 

A equipe chegou a uma formulação de preparo que possibilita a disponibilização desses alimentos pré-prontos nos mercados do Nordeste e Sudeste, onde identificaram existir uma demanda maior de consumidores.

Buchada e dobradinha são pratos bastante apreciados na Região Nordeste e também no Sudeste, onde chefs de cozinha as utilizam como pratos exóticos. A buchada é típica da culinária nordestina, mas a dobradinha vem conquistando cada vez mais espaço na gastronomia das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul (onde é chamada de mondongo). Ambos os pratos são feitos à base de vísceras brancas (intestinos e estômagos) e vermelhas (coração, fígado, pulmões e rins). Na buchada, utilizam-se mais as vísceras vermelhas, que são picadas e cozidas em “sacos”, conhecidos como buchos, feitos com o estômago do animal. A dobradinha é feita com maior quantidade de vísceras brancas picadas e cozidas normalmente.

Os testes de aceitação do sabor e intenção de compra da buchada e dobradinha pelo público foram realizados no Laboratório de Análises Sensoriais da Embrapa Caprinos e Ovinos e no Laboratório de Produtos Agropecuários da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), também localizado em Sobral, Ceará. Na Embrapa Caprinos e Ovinos, envolveram um grupo de 63 pessoas com idade entre 20 e 70 anos. Já na UVA, contaram com 100 participantes entre 17 e 36 anos

A maioria dos provadores que participaram da análise (87%) aprovaram o aroma e a cor da buchada. Numa avaliação global do produto, os pesquisadores afirmam que os testes indicaram satisfação de 90% dos avaliadores em relação à qualidade da iguaria. Oitenta e quatro por cento deles afirmaram que consumiriam entre sempre e ocasionalmente o produto, caso estivesse disponível no mercado.

O aroma da dobradinha foi aprovado por 86,15% dos participantes dos testes, enquanto 75,38% demonstraram satisfação com sua cor. Os pesquisadores avaliam que isso se deve à comparação com a cor mais intensa do produto disponibilizado hoje no mercado. O sabor foi bem aceito por 83,07%. Na avaliação global, 84,61% aprovaram a qualidade do prato. Mais de 90% dos avaliadores afirmaram que consumiriam o produto se estivesse disponível para compra.

Fonte: Embrapa

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