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ATER MULHER

ARCAS, em programa do Governo do Estado, inicia projeto ATER Mulher em Jeremoabo BA e mais seis municípios do Semiárido Nordeste II

Ao todo, serão acompanhadas 540 famílias, sendo 90 por município.

23/01/2021 11h27Atualizado há 1 mês
Por: Pedro Son
Fonte: Ascom ARCAS
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Por Lilian Symaia. Mulheres rurais agricultoras familiares de seis municípios do Semiárido Nordeste II receberão assistência técnica e de extensão rural especializada, através do ATER Mulher. A finalidade do projeto é prestar uma assessoria técnica que respeite o cotidiano das mulheres, que valorize as suas atividades produtivas e contribua para o processo de mudanças das desigualdades de gênero no meio rural. Serão beneficiadas com esta ação mulheres rurais dos municípios de Banzaê, Cícero Dantas, Cipó, Heliópolis, Jeremoabo e Ribeira do Pombal.

O ATER Mulher é uma realização do Governo da Bahia, através da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (BAHIATER), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), e que no território do Semiárido Nordeste II será executado pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido.

O Presidente da ARCAS, José dos Santos Neto, conhecido como Zé Pequeno, explicou que a instituição venceu, no território, a chamada pública do Governo da Bahia, com o projeto intitulado `Mulheres do Semiárido – Resistência e Protagonismo`. “Essa chamada pública é uma vitória. Esse projeto realizará um conjunto de atividades individuais e coletivas utilizando métodos e metodologias que favoreçam a participação das mulheres. Acreditamos que as ações do projeto proporcionarão o fortalecimento da equidade de gênero, sobretudo baseada nos princípios da agroecologia e da economia solidária. Queremos que as mulheres participantes se fortaleçam, melhorem suas rendas, vivam uma relação igualitária nas suas famílias e comunidades e acreditem sempre nos seus sonhos”.

Diversas pesquisas e outras atividades de campo comprovam que as mulheres rurais vivem na invisibilidade diante de suas comunidades. Esse contexto pode ser observado através das dificuldades que as mulheres enfrentam seja de acesso à terra, aos meios de produção e à assistência técnica governamental. “Neste sentido, essa chamada pública, que conquistamos com o projeto Mulheres do Semiárido – Resistência e Protagonismo, nosso Ater Mulher, é de extrema importância, visto que a finalidade é contribuir para o processo de mudanças das desigualdades de gênero no meio rural. Não podemos deixar de registrar que essas chamadas públicas só foram possíveis graças à conquista de mulheres, dos movimentos sociais. Esperamos possibilitar e provocar a construção da autonomia e o protagonismo das mulheres rurais, através de relações justas na divisão do trabalho doméstico, diminuição da jornada de trabalho das mulheres e da violência de gênero”, destacou a Coordenadora Geral do projeto, Thaís Nascimento Meneses.

A superação das questões de gênero e o empoderamento da mulher rural sem dúvidas são as principais inspirações para a execução do projeto Ater Mulher. Segundo a Coordenadora Pedagógica do ATER Mulher do Semiárido Nordeste II, Helaine Benevides do Nascimento, a ideia é as ações programadas sejam capazes de superar as questões de gênero, sendo necessária uma intervenção crítica e reflexiva junto as mulheres rurais e suas famílias como estratégia de construir caminhos para o empoderamento das mulheres, ou seja, para que elas sejam reconhecidas como protagonistas da sua história, que sejam valorizadas e que seu trabalho seja reconhecido no seu dia-a-dia”

As atividades do projeto iniciaram, nesta sexta-feira, 22, com uma reunião virtual com parceiros do município de Cícero Dantas, cidade onde fica localizada a sede da ARCAS. Até a quarta-feira, 27, a instituição realizará reuniões com os parceiros dos municípios contemplados. Em seguida, serão realizadas reuniões com agricultoras desses municípios, a fim de garantir que o projeto alcance o público-alvo desejado. Ao todo, serão acompanhadas 540 famílias, sendo 90 por município. Além de reuniões de mobilização, serão realizadas diversas atividades com as agricultoras como oficinas, diagnósticos, seminários, assistência técnica e cursos. “Esse projeto é um resultado de diversas ações já realizadas pela ARCAS em parceria com outras organizações de mulheres e de movimentos sociais do território Semiárido Nordeste II. Portanto, nessa proposta, as mulheres são as principais protagonistas e beneficiárias da política nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, para o reconhecimento de suas atividades diárias e valorização do seu trabalho dentro da unidade produtiva familiar”, concluiu a Coordenadora Helaine Nascimento.

Agenda das reuniões virtuais:

* Cícero Dantas – 22 de janeiro, das 9h às 12h;

* Jeremoabo – 25 de janeiro, das 9h às 12h;

*Heliópolis – 25 de janeiro, das 14h às 17h;

* Ribeira do Pombal – 26 de janeiro, das 14h às 17h;

* Cipó – 27 de janeiro, das 9h às 12h;

* Banzaê – 27 de janeiro, das 14 às 17h.

 

Jornalista responsável: Lílian Symaia Lima Silva, DRT 2358/BA, Contato: (75)98803-0221

 

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