TOPA realiza mais uma capacitação

Concluída hoje a capacitação de Coordenadores e Alfabetizadores do Programa TOPA – Todos pela Alfabetização, mantido pelo Governo do Estado da Bahia em convênio com a Prefeitura Municipal. A capacitação foi iniciada em julho e teve a última etapa nesta semana, de 07 a 09.11, no Spaço & Cia, conduzida pelos formadores Edjane Gomes de Souza Soares e Viviane Carvalho, com acompanhamento de Maria Célia Silva Carvalho da Secretaria Estadual de Educação, e participação de Edvanice, Gestora Local do programa, e contou com 99 (noventa e nove) participantes, com a maioria absoluta de Jeremoabo, mas com participações de alfabetizadores de Abaré, Macururé e Chorrochó, todos recebendo certificado de 60 horas. O Secretário Municipal de Educação, Pedro Son, esteve presente na solenidade de entrega dos certificados, representando também o Prefeito Municipal no evento.

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O TOPA - Todos Pela Alfabetização é um Programa de fortalecimento da alfabetização enquanto política pública de acesso à educação da população de jovens, adultos e idosos com mais de 15 anos de idade que não tiveram oportunidade de frequentar a escola, desenvolvido pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação e em parceria com o governo federal e os municípios. Recebeu recentemente o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação, iniciativa da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, é um reconhecimento a instituições que se destacaram na defesa e promoção da educação no país, sendo homenageado por ser o maior programa voltado para a redução do analfabetismo no Brasil.

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Em Jeremoabo o TOPA conta com 775 alfabetizandos, distribuídos em 155 turmas, 165 alfabetizadores e 31 coordenadores que, além de contribuir com a geração de renda e ocupação, tem ajudado consideravelmente na redução dos altos números do analfabetismo em nosso município.

Funcionária do GBarbosa é encontrada morta

Jeremoabo: funcionária do GBarbosa é encontrada morta dentro de casa

Por Adalberto Moreno

A jovem Uiaria de Jesus Carvalho, de 23 anos, foi encontrada morta dentro de casa, na Rua Santa Cruz, no centro de Jeremoabo, no início da tarde desta terça-feira, 8. De acordo com informações de amigas, os familiares estranharam a falta de movimento no interior da residência, chamaram na porta várias vezes e como ninguém atendeu  resolveram arrombar a porta, encontrando a jovem, na área de serviço, com uma corda no pescoço e sem sinais vitais.

O corpo de Uiaria foi encaminhado ao Hospital Municipal de Jeremoabo e em seguida ao Instituto Médico Legal em Paulo Afonso para ser necropsiado.

Uiaria é filha de Adilma de Jesus Carvalho,  enteada do Sargento PM Edvaldo Dantas, e era funcionária do GBarbosa de Jeremoabo. Ela estava de férias e era cotada para assumir a gerência da loja

A motivação do possível suicídio ainda é desconhecida.

Prefeito de Santa Brigida renuncia ao cargo

 Prefeito de Santa Brígida renuncia ao cargo

Por Adalberto Moreno

 Como havíamos anunciado, ontem, 07 de novembro, durante o Programa Notícias da 106 da Rádio Jeremoabo FM, o Prefeito de Santa Brígida, José Francisco dos Santos Teles, conhecido como Padre Teles, renunciou ao cargo. O pedido de renúncia aconteceu no sábado, 05, mas a divulgação oficial só saiu ontem, 07.

De acordo com informações de um amigo próximo que pediu para não ser identificado, o Padre já vinha dizendo que estava muito decepcionado com a política e que estaria sofrendo uma pressão muito grande do seu próprio grupo político para indicar um sucessor e investir na logística do futuro candidato. O posicionamento de Padre Teles de não atender a pressão, sob alegação de que não iria gastar para depois responder processos na justiça, teria causado um desconforto enorme entre ele e sua base política e por conseqüência houve a renúncia.

O vice-prefeito Eugênio José de Souza deverá tomar posse em solenidade a ser realizada na Câmara Municipal de Vereadores.

Faltando onze meses para as próximas eleições municipais, o cenário político de Santa Brígida continua cada vez mais indefinido.

Hoje assessoria do Padre divulgou a seguinte nota:

Em reunião realizada no último dia 04 em sua casa com secretários e diretores de departamentos, o prefeito Padre Teles anunciou seu afastamento permanente do cargo de gestor do município, em seu segundo mandato.

Segundo ele, a relutância consigo mesmo sobre a possibilidade de deixar o cargo o acompanha desde início de 2009, mesmo antes ter sofrido o golpe político pela Câmara municipal que resultou em seu afastamento por quase 15 dias, o que gerou um desconforto imenso, já que sua intenção desde o primeiro mandato, era de cumprir o que havia prometido, ficar apenas quatro anos à frente da prefeitura e definitivamente findar a desastrosa administração do exprefeito, nome que ele e seu grupo haviam sugerido na época para disputar as eleições e que veio a ganhar.

O fato é que, diante de um cenário propenso a decepções e julgamentos desprovidos de verdades por parte de pessoas que agem desmedidamente com ações sórdidas e pensamentos obcecados, numa tentativa de a todo custo, denegrirem e mancharem a imagem de uma pessoa sobressai, e muito, possíveis ideais e uma a verdadeira vontade de ver o crescimento do município e de sua gente.

Padre Teles já havia feito outras reuniões onde anunciara sua intenção de deixar o cargo, pois já não sentia o mesmo entusiasmo como antes, embora não tenha deixado de buscar melhorias significativas para o município, como de fato conseguiu. Por outro lado, sua equipe de trabalho insistia constantemente para que ele permanecesse no cargo e, juntos, pudessem chegar ao fim do segundo mandato.

Aliada a toda problemática exposta, surgiram as fortes crises sofridas por quase todos os da região semi-árida, como queda nos repasses do governo, gerando dificuldades em assegurar o cumprimento dos índices obrigatórios na administração pública; as condições temporais da conjuntura política dentre outros fatores, podem ter sido suficientes para afetarem a posição do gestor. Por último, o caso do pedido de intervenção do Estado, movido pelo MP, o que caiu como um balde de água fria sobre ele que já sabia que maquinavam secretamente contra ele, com indícios fortes de persuasão.

Na ocasião dessa última reunião, embora tenham acorridas argumentações acerca da permanência de Teles até o fim de seu mandato por parte de toda a sua equipe e daqueles que já compunham esta, como a presença e colocação do ex-chefe de gabinete de Santa Brígida, Fernando Mota – que inclusive foi um dos responsáveis pela vitoriosa campanha nas eleições de 2004, que levou Padre Teles a ser prefeito de maior expressão de voto da história do município -, nada foi suficiente para convencê-lo dar continuidade ao mandato.

Segundo Teles, a carta de renúncia será apresentada à Câmara de Vereadores assim que a procuradoria da prefeitura formular o processo de transição. Com a saída de Padre Teles, seu vice, o Sr. Eugênio Souza, deverá assumir a prefeitura definitivamente até o final do mandato em 2012. Ele afirma que o que está fazendo não desrespeita o povo, mas este deve entender que todo ser humano tem suas limitações e razões que vão além da compreensão lógica, mas sua saúde e projetos pessoais também interferem em suas decisões. É bom lembrar que Teles ainda é padre, pois assim foi sua primeira escolha, embora ele ainda não tenha falado a respeito de seu futuro na diocese ou onde quer que seja.

É relevante dizer que casos como este (renúncia ao cargo de prefeito) é raro, já que temos visto na maioria dos casos o contrário, ou seja, a justiça pede o afastamento do gestor muitas vezes por improbidade, outras por crimes contra o patrimônio público e afins. Portanto, julgase digno de sua parte reconhecer suas limitações e sair deixando “a casa em ordem”.

Padre Teles também se orgulha de sair deixando suas contas todas aprovadas pelo TCM, ao todo foram cinco, incluindo a de 2010. A de 2006 foi julgada pela Câmara como indigna de aprovação, isso por conta da não observância à lei de suplementação, que determinava a solicitação de concessão do uso de recursos acima do percentual pré-estabelecido que era de 30%, este índice foi ultrapassado em 2%.

O pedido de renúncia foi protocolado hoje (08) na secretaria da Câmara e estará na pauta da sessão de amanhã, às 20h, e em seguida, será dada posse ao Sr. Eugênio de Souza. O prefeito ainda fará um pronunciamento nos meios de comunicação expondo abertamente sua decisão, onde também agradecerá aos seus eleitores e todos os munícipes que acreditaram em sua capacidade de gerir o município.

 

Sua trajetória como prefeito

José Francisco dos Santos Teles (Padre teles) foi eleito em 2004 pela maioria dos votos em Santa Brígida, onde ganhou com uma diferença larga em relação ao segundo colocado. Em 2005 tomou posse como prefeito e abriu ali, precedência para que novos tempos pudessem pairar sobre Santa Brígida, longe das perseguições, da criminalidade exorbitante, da falta de respeito com o funcionalismo público e com o comércio local, dando a este nova credibilidade e fortalecimento.

Encontrou uma prefeitura com débitos e prestes a perder recursos dos principais programas do governo federal. Conseguiu em pouco tempo, juntamente com sua equipe, desfazer a imagem de município decadente por causa da má administração que o antecedeu e consolidou um dos programas que se tornou referência na região, o PETI.

A partir daí foram sucessivas obras de melhoramento e ampliação nos âmbitos educacional e de infra-estrutura, além do salto de qualidade na saúde. Como compromisso de campanha assumiu a missão de levar água, escola e mais dignidade às comunidades rurais. De fato conseguiu avanços inéditos com uma parceria com o governo que só veio a calhar, que direcionou projetos pilotos para o município, como o programa Cabra Forte. Cisternas, poços artesianos e tubulações de água, além de casas populares, calçamentos das ruas, eletrificação com postes e novas luminárias para as ruas do centro da cidade, aquisição de ambulâncias, contratação de médicos e profissionais da área, construção de unidades escolares… Tudo isso fez com que Santa Brígida se tornasse foco por seu crescimento em toda a região.

Em 2008, já no seu segundo mandato, o município foi contemplado com o Selo Unicef, o que garantiu ainda mais o fortalecimento de sua imagem como município que busca o futuro próspero para seus munícipes.

Outro marco na administração de Padre Teles foi o pagamento rigoroso dos salários do funcionalismo público em dia, desde seu primeiro mês como gestor do município. Conseguiu melhorias também nos salários dos professores com a implantação do plano de cargos e salários, e ainda contra com quase 100% dos professores da rede municipal graduados.

Nos anos de 2009 e 2010 ficou à frente da APSB como presidente, mobilizando os prefeitos do sertão baiano a buscarem melhorias e investimentos para seus municípios, facilitando a interação entre si e com o Governo do Estado, compartilhando seus anseios e discutindo formas de beneficiamento mútuo. Embora o termo inauguração não tenha sido o forte de Teles, pois entendia que esta era uma ação puramente política, grandes obras foram realizadas em benefício do povo santabrigidense e relatadas na imprensa, mesmo assim opositores aproveitaram este fator para ganharem méritos para si, tirando a responsabilidade da administração, embora a maioria da população sabia claramente quem tinha conseguido a obra.

Agora fica a missão para o Sr. Eugênio de Souza concretizar ainda mais o plano de governo e solidificar a base administrativa.

Gabinete do Prefeito,

Paulo Roberto R. dos Santos

Assessoria de Comunicação

 

Fonte: www.jeremoaboagora.com.br

 

II Copa Rural: Regulamento Completo

II COPA RURAL DE FUTEBOL JEREMOABENSE

 

R E G U L A M E N T O

 

CLUBES PARTICIPANTES

ART. 1º: Participarão da II COPA RURAL DE FUTEBOL JEREMOABENSE as equipes sediadas na zona rural do município de Jeremoabo, devidamente inscritas até o prazo divulgado pela Comissão Organizadora;

 

FORMA DE DISPUTA

 

ART. 2º: O Campeonato será disputado em 04 (quatro) fases distintas, sendo as 02 (duas) primeiras classificatórias, a terceira fase semifinal e a quarta fase final.

 

DAS FASES CLASSIFICATÓRIAS

 

ART. 3º: PRIMEIRA FASE “CLASSIFICATÓRIA” - As equipes disputarão os seus jogos em zonais que obedecerão a critérios de agrupamentos micro-regionais, sendo definidas da seguinte forma:

 

ZONAL

REGIÃO

POVOADOS

1

TAPERA

ADRIANA; ALTO DA TAPERA; BOA VISTA; LAGOA DO RASO; MAXIXE (FORÇA JOVEM); OLHO DÁGUA (CAATINGA SHOW); SITIO TAPERINHA

2

MALHADA VERMELHA

BAIXA DA MATA; BOLAS; ESTALEIRO DE CIMA; ITAPICURU; MALHADA VERMELHA; MURITI; PAU DÁGUA; TANQUE DE CIMA;

3

MONTE ALEGRE

COELHO; KM 22; MONTE ALEGRE; ROMPE GIBÃO;

4

ALVORADA

ALVORADA; ASSENTAMENTO PARAISO; BAIXA DA PEDRA; CARITÁ; CORDÃO; CORINTHIANS BAIXA DA PEDRA; FEIRA NOVA; ; LAGOA GRANDE

5

LAGOA DO MATO

BOA SORTE; LAGOA DO MATO; PEREIROS; PEDRA DE DENTRO; e RIACHO SÃO JOSÉ

6

CIRICA

CIRICA; LAGOA DO INÁCIO; TRANQUEIRA E VIRAÇÃO

7

ÁGUA BRANCA

ÁGUA BRANCA I; AGUA BRANCA II ; BRANCOS; BREJO GRANDE (BELO MONTE); CARNAÍBA; INCOZEIRA; LAGES; LAGOA DO MATO DO SERTÃO

 

§ 1º. Dependendo do número de inscritos em cada zonal, a Comissão Organizadora poderá reagrupar de forma diferente da prevista neste artigo.

§ 2º. Os jogos serão realizados no sistema de ida e volta, e os perdedores estão eliminados da Copa, na forma da tabela anexa.

 

§ 2º. O sorteio dos jogos será dirigido de modo que o povoado mais populoso enfrente, nesta primeira fase, o povoado menos populoso.

 

§ 3º. Será classificada uma equipe de cada zonal para a fase SEMIFINAL;

 

ART. 4º: SEGUNDA FASE “SEMIFINAL” – Nesta segunda fase ocorrerá o cruzamento dos classificados, nos zonais, da seguinte forma:

Grupo 1: Zonal 1 x Zonal 2

Grupo 2: Zonal 3 x Zonal 4

Grupo 3: Zonal 5 x Zonal 6

Grupo 4: Zonal 7 x perdedor de melhor campanha nos zonais

§ 1º. Os jogos serão realizados no sistema de ida e volta, sem vantagem de nenhuma equipe, e os perdedores estão eliminados da Copa.

§ 2º. Serão classificados para a fase FINAL os vencedores de cada grupo;.

 

§ 3º. Para definição do perdedor de melhor campanha será utilizado os seguintes critérios:

  1. Maior número de pontos ganhos;
  2. Maior saldo de gols (gols marcados menos gols sofridos);
  3. Maior número de gols marcados;
  4. Menor número de gols sofridos;
  5. Sorteio;

 

ART. 5º: TERCEIRA FASE “FINAL” – as 04 (quatro) associações serão divididas em 02 (duas) chaves sendo:

GRUPO 1

GRUPO 2

Vencedor do Grupo 1 da Semifinal e Vencedor do Grupo 2 da Semifinal

Vencedor do Grupo 3 da Semifinal e Vencedor do Grupo 4 da Semifinal

§ 1º. Os jogos serão realizados em jogo único e os perdedores estão eliminados da Copa.

§ 2º. Em caso de empate haverá cobrança de penalidades para definição do vencedor;

 

§ 3º. Para definição das equipes de melhor campanha será utilizado os seguintes critérios:

  1. Maior número de pontos ganhos;
  2. Maior saldo de gols (gols marcados menos gols sofridos);
  3. Maior número de gols marcados;
  4. Menor número de gols sofridos;

§ 4º. A partir desta fase os jogos serão realizados no Estádio João Isaias Montalvão, salvo motivo de força maior, onde a Coordenação do Torneio poderá determinar outro local.

 

ART. 6º: QUARTA FASE “FINALISSIMA” - As equipes vencedoras dos Grupos 1 e Grupo 2 da Final jogarão entre si em 02 (duas) partidas para definição do título;

 

§ ÙNICO: O local dos jogos desta fase serão no Estádio João Isaias Montalvão, salvo motivo de força maior, onde a Coordenação do Torneio poderá determinar outro local.

 

CRITÉRIOS DE DESEMPATE

 

ART. 7º: Em caso de empate entre 02 (duas) ou mais equipes, inclusive na fase FINALISSIMA, em número de pontos ganhos ao término de cada fase disputada, serão adotados os seguintes critérios de desempate:

a)  Maior número de pontos ganhos;

b) Maior número de vitórias;

c) Confronto direto;

d) Melhor saldo de gols;

e) Maior número de gols marcados;

f)  Menor número de gols sofridos no geral disputados;

g) Penalidades;

 

§ único: O critério de desempate previsto na letra “C” do presente artigo será utilizado somente quando houver empate entre duas associações. Nos demais casos prevalecerão os critérios das letras, “A, B, D, E, F, G”.

INSCRIÇÃO DE ATLETAS

 

ART. 8º: Somente poderão tomar parte nas partidas os atletas regularmente inscritos no Campeonato no prazo determinado pela Comissão Organizadora.

§ 1º. As equipes serão formadas por atletas exclusivamente do município de Jeremoabo, que aqui residam e vivam.

 

§ 2º. Poderão ser inscritos, em cada equipe, até 06 (seis) atletas filiados à Liga Jeremoabense que tenha disputado a Segunda Divisão do Campeonato Jeremoabense de Futebol e mais um goleiro filiado à Liga que tenha disputado quaisquer divisões.

 

ART. 9º: Cada equipe poderá substituir, durante as partidas, em qualquer tempo de jogo, no máximo 05 (cinco) atletas, sendo vedada a substituição de atletas expulsos de campo pelo árbitro ou volta de atleta já substituído.

 

ART. 10º: Poderá ser exigido documento, antes da realização da partida, se ocorrer dúvidas, a critério da equipe adversária ou representante da comissão organizadora. 

ART. 11: Nenhum atleta poderá participar do campeonato por mais de uma associação.

 

DOS HORÁRIOS – LOCAIS – JOGOS e DURAÇÃO

ART. 12: A Comissão Organizadora determinará os horários dos jogos com antecedência mínima de 72 (setenta e duas), através de nota oficial, (escala de horários, locais e arbitragem) afixada no quadro geral de aviso da Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura Municipal e divulgada pela imprensa local.

 

ART. 13: Os horários dos jogos deverão ser rigorosamente obedecidos pelos árbitros, representantes e disputantes, sendo permitido mudança conforme comum-acordo firmado pelas equipes interessadas e homologadas pela Comissão Organizadora desde que não firam direitos e interesses de terceiros.

$ único: Este acordo deverá ser protocolado pelas equipes interessadas até as 18:00 horas da última quinta-feira que antecede a partida.

 

ART. 14: Nenhuma partida poderá deixar de ser realizada pelo não comparecimento do árbitro principal, cabendo ao representante da Comissão Organizadora a escolha de um elemento para ocupar a função de árbitro da partida.

 

ART. 15: Para as partidas haverá tolerância de 20 (vinte) minutos, a partir do horário determinado para início do jogo.

$ único: Quando se tratar de rodada dupla, a tolerância será apenas para a primeira partida.

 

ART. 16: Cada associação deverá obrigatoriamente apresentar um campo em condições mínimas da realização da partida, a ser vistoriada pela Comissão Organizadora, ficando a Comissão no direito de marcar o jogo para o local que for possível, mesmo que seja no campo do adversário.

ART. 17: Os jogos obedecerão aos seguintes horários:

Jogo simples: pela manhã, às 9 horas

Jogo simples: pela tarde, 15:30 horas (1º. Jogo) e 15:00hs (2º. Jogo da fase)

Rodada dupla: pela tarde, 1º. Jogo às 13:30 hs e 2º. Jogo às 15:30 hs

ADIAMENTO – ANTECIPAÇÃO – ANULAÇÃO e SUSPENSÃO DE PARTIDA

 

ART. 18: Qualquer partida, em virtude de mau tempo, ou por motivo de força maior, poderá ser adiada, pelo representante da Comissão Organizadora, depois de ouvido o árbitro da partida, antes do jogo;

 

ART. 19: O árbitro é a única autoridade competente para decidir, no campo de jogo, por motivo relevante ou força maior, o adiamento, a interrupção ou suspensão de uma partida.

 

ART. 20: Uma partida só será interrompida ou suspensa quando ocorrer os seguintes motivos que impeçam sua continuidade:

a) Falta de garantia;

b) Conflitos ou distúrbios graves, no campo ou no estádio;

c) Mau estado do campo, que o torne impraticável para a pratica do futebol;

d) Falta de iluminação.

 

ART. 21: Nos casos previstos nas alíneas *A**, *C*, *D*, do artigo anterior, a partida só será suspensa se, pelo menos após 30 (trinta) minutos do inicio da interrupção, não cessarem os motivos que impediram a sua continuação.

 

ART. 22: As partidas suspensas antes de esgotado o tempo regulamentar por quaisquer dos motivos enunciados *A*, *B*, do artigo 20 voltarão a ser jogadas integralmente, se nenhuma das duas associações houver dado causa a suspensão no momento que se deu o fato, cabendo a Comissão Organizadora designar dia, local e horário da nova partida.

 

ART. 23: Se a partida houver sido suspensa nos casos previsto nas alíneas *C*, *D*, do artigo 34 por motivo fortuito, desde que não tenham sido jogados mais de 50% do tempo de jogo (primeiro e segundo tempo), será novamente disputada integralmente, em dia, hora e local designado pela Comissão organizadora.

 

Parágrafo único - Caso tenham jogado mais de 50% do tempo de jogo (primeiro e segundo tempo), a Comissão organizadora marcará data para continuidade da partida, independentemente do resultado até o momento da interrupção, com os mesmos atletas que houverem assinado a sumula do jogo.

 

ART. 24: Se a suspensão da partida prevista no artigo 20 letras *C*, *D*, ocorrer nos últimos 15 (quinze) minutos do segundo tempo, considerar-se-á encerrada, prevalecendo o resultado existente no momento da suspensão, desde que a Comissão organizadora homologue o resultado.

 

ART. 25: Só poderão participar da nova partida os atletas que tinham condições na data da partida suspensa e que não estejam cumprindo pena de suspensão na data da nova partida.

 

ART. 26: A Comissão Organizadora, no interesse do campeonato ou por motivo de força maior, poderá adiar ou antecipar partida, bem como homologar acordo neste sentido, firmado pelas partes interessadas, desde que não firam direitos ou interesses de terceiros.

 

ART. 27: Nenhuma licença será concedida para a realização de jogos amistosos, que provoque o adiamento dos jogos estabelecidos pela tabela do Campeonato.

 

DAS AUTORIDADES

 

ART. 28: As autoridades para as partidas serão designadas pela COMISSÃO ORGANIZADORA como segue:

a) Os árbitros e assistentes;

b) Os representantes pelo Comissão organizadora.

 

DAS RESPONSABILIDADES

 

Art. 29: As associações que abandonarem, sem justa causa à disputa do campeonato, ou deixar de comparecer em campo para realizarem seus jogos sofrerá punições cabíveis;

 

DISPOSIÇÕES GERAIS

 

ART. 30: Durante o campeonato amador da atual temporada, será observado o uso dos cartões amarelos e vermelhos, conforme legislação especificada em vigor:

03 (três) cartões amarelos

Cumpre uma partida de suspensão automática

Cartão vermelho

Cumpre uma partida de suspensão preventiva

$ único: Dependendo da gravidade da situação cometida por estes atletas, os mesmos poderão sofrer penalidades maiores.

 

ART. 31: A Associação que tiver o mando de campo e provocar tumultos (por diretores, atletas ou invasão de campo por parte de torcedores), estará sujeita às seguintes sanções:

 

§ 1º. A Comissão organizadora poderá administrativamente punir a associação causadora, com perda de mando de campo de 01 (uma) a 03 (três) partidas;

 

§ 2º. Caso os tumultos e invasões sejam provocados por diretores, atletas e torcedores das associações visitantes, estas sofrerão as mesmas punições previstas nos parágrafos anteriores.

 

§ 2º. Dependendo da gravidade da situação cometida poderão ser atribuídas penalidades maiores.

 

ART. 32: Compete à COMISSÃO ORGANIZADORA interpretar as disposições deste regulamento, bem como resolver as dúvidas e omissões que surgirem;

 

ART. 33: Todas as denúncias de fraudes, corrupções, subornos ou demais atos lesivos à competição deverão ser protocolados na secretaria da COMISSÃO ORGANIZADORA em até 72 (setenta e duas) horas após a realização da partida (exceto sábado, domingo ou feriado). Caso ocorra esta situação o prazo será estendido até o próximo dia útil até as 18h00min na secretaria da COMISSÃO ORGANIZADORA.

 

ART. 34: O campeão e o vice-campeão terão acesso à Segunda Divisão do Campeonato Jeremoabense de 2013, havendo interesse e condições de participação.

Parágrafo Único: Esta prerrogativa ainda depende de aprovação pela Liga Jeremoabense de Futebol em Assembléia com seus filiados;

 

ART. 35: Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Diretoria da Liga Comissão organizadora.

 

 

Jeremoabo-BA, 08 de Novembro de 2011

 

_________________________________

PEDRO PEREIRA DA SILVA FILHO

Secretário Municipal de Educação e Esportes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

II Copa Rural: 1a. rodada

II COPA RURAL - T A B E L A

ZONAL 1 (7 equipes)

 

EQUIPES

 

ALTO DA TAPERA

LAGOA DO RASO

 

SITIO TAPERINHA

ADRIANA

 

MAXIXE (FORÇA JOVEM)

BOA VISTA

 

OLHO DÁGUA (CAATINGA SHOW)

 

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

ADRIANA

 

 

SITIO TAPERINHA

13.11.2011

2

LAGOA DO RASO

 

 

BOA VISTA

13.11.2011

3

ALTO TAPERA

 

 

FORÇA JOVEM (MAXIXE)

13.11.2011

4

OLHO DAGUA

 

 

 

 

ZONAL 2 (8 equipes)

 

EQUIPES

 

PAU DÁGUA

MALHADA VERMELHA

 

BAIXA DA MATA

BOLAS

 

MURITI

ITAPICURU

 

TANQUE DE CIMA

ESTALEIRO DE CIMA

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

TANQUE DE CIMA

 

 

MALHADA VERMELHA

13.11.2011

2

BOLAS

 

 

BAIXA DA MATA

13.11.2011

3

PAU DAGUA

 

 

ITAPICURU

13.11.2011

4

MURITI

 

 

ESTALEIRO DE CIMA

 

ZONAL 3 (4 equipes)

 

EQUIPES

 

COELHO

MONTE ALEGRE

 

ROMPE GIBÃO

KM 22

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

COELHO

 

 

ROMPE GIBÃO

13.11.2011

2

KM 22

 

 

MONTE ALEGRE

ZONAL 4 (8 equipes)

 

EQUIPES

 

BAIXA DA PEDRA

CARITÁ

 

LAGOA GRANDE

ALVORADA

 

FEIRA NOVA

CORDÃO

 

CORINTHIANS BAIXA DA PEDRA

ASSENTAMENTO PARAISO

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

BAIXA DA PEDRA

 

 

ASSENT. PARAISO

13.11.2011

2

LAGOA GRANDE

 

 

ALVORADA

13.11.2011

3

FEIRA NOVA

 

 

CORINTHIANS

13.11.2011

4

CARITÁ

 

 

CORDÃO

ZONAL 5 (4 equipes)

 

EQUIPES

 

LAGOA DO MATO

BOA SORTE

 

PEREIROS

RIACHO SÃO JOSÉ

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

PEREIROS

 

 

LAGOA DO MATO

13.11.2011

2

BOA SORTE

 

 

RIACHO SÃO JOSÉ

ZONAL 6 (4 equipes)

 

EQUIPES

 

TRANQUEIRA

VIRAÇÃO

 

CIRICA

LAGOA DO INÁCIO

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

VIRAÇÃO

 

 

LAGOA DO INÁCIO

13.11.2011

2

TRANQUEIRA

 

 

CIRICA

 

ZONAL 7 (8 equipes)

 

EQUIPES

 

BRANCOS

INCOZEIRA

 

ÁGUA BRANCA

LAGOA DO MATO DO SERTÃO

 

BREJO GRANDE (BELO MONTE)

LAGES

 

CARNAÍBA

CANCHÉ

 

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

13.11.2011

1

CARNAIBA

 

 

BREJO GRANDE

13.11.2011

2

INCOZEIRA

 

 

AGUA BRANCA

13.11.2011

3

LAGES

 

 

CANCHÉ

13.11.2011

4

LAGOA MATO

 

 

BRANCOS

SEMI-FINAL

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

08.01.2012

1

VENCEDOR ZONAL 1

 

 

VENCEDOR ZONAL 2

08.01.2012

2

VENCEDOR ZONAL 3

 

 

VENCEDOR ZONAL 4

08.01.2012

3

VENCEDOR ZONAL 5

 

 

VENCEDOR ZONAL 6

08.01.2012

4

VENCEDOR ZONAL 7

 

 

BIÔNICO

Biônico: O melhor entre os perdedores dos jogos finais dos zonais

FINAIS (Local: ESTÁDIO JOÃO ISAIAS MONTALVÃO)

1ª. RODADA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

22.01.2011

5

VENCEDOR GRUPO I

 

 

VENCEDOR GRUPO 2

22.01.2011

6

VENCEDOR. GRUPO 3

 

 

VENCEDOR GRUPO 4

FINALÍSSIMA

DATA

GRUPO

Equipe 1

Placar

placar

Equipe 2

29.01.2011

1

VENCEDOR  GRUPO 5

 

 

VENCEDOR GRUPO 6

 

 

 

 

 

 

II Copa Rural começa domingo.

Tudo pronto para início da II COPA RURAL de Futebol Jeremoabense. Hoje foi realizada a Assembléia final com as equipes participantes onde foi aprovado o Regulamento e tabela da competição, do maior campeonato rural do Nordeste da Bahia e um dos maiores da Bahia que contará este ano com a participação de 43 (quarenta e três) equipes e mais de 800 (oitocentos atletas) inscritos. A expectativa é imensa e a Secretaria de Educação e Esportes e a Comissão Organizadoras esforçam-se para superar o sucesso da I Copa, que teve a equipe do Canché como campeã e a equipe da Canabravinha Quixabeira como a vice-campeã. A reunião teve a condução do Secretário Pedro Son e contou com a participação de quase todas as equipes inscritas.

VISOR: Jeremoabo, Terra de Governadores

VISOR: JEREMOABO, TERRA DE GOVERNADORES

Coronel João Sá; 2. Olympio Campos; 3. Guilherme Campos

 Pedro Son1

Muita coisa pode ser escrita sobre Jeremoabo pelo seu contexto histórico e por sua importância na formação do povo do Nordeste da Bahia. Quer econômica, administrativa ou politicamente, temos inúmeras contribuições para perpetuarmo-nos na história. Fanático por esta história, tenho levantado pontos importantes para reflexão e resgate de nossa excelsa importância.

De uma só vez, traga-vos biografias resumidas de três personalidades que nasceram ou viveram em nossa cidade e que chegaram a ocupar o cargo de Governador de Estado, tanto da Bahia quanto de Sergipe: João Gonçalves de Sá, Olympio Campos e Guilherme Campos. Por isso, a ênfase do título é verdadeiramente a realidade da força deste município: terra de governadores. Enaltece-nos ter tido entre nós, atuando como professor primário, um dos políticos de renome na história política de Sergipe, reverenciado por aquele povo em homenagens das mais diversas, sendo difícil ir ao Estado sem perceber ruas, edifícios e monumentos com seu nome.

  1. JOÃO GONÇALVES DE SÁ (Coronel João Sá)

coronel_joo_sO Coronel João Sá foi um dos políticos mais influentes no seu tempo, sendo referência regional e líder de uma grande extensão territorial que englobava muitos dos municípios hoje do Nordeste da Bahia. Como vice-presidente da Assembléia Legislativa, assentou ao posto de Governador do Estado da Bahia, em passagem rápida, quando da ausência do Governador e Presidente da Assembléia, entre 1947 e 1948. Era grande pecuarista, detentor de grande extensão e terra e tinha o título de Coronel da Guarda Nacional agraciado às pessoas influentes daquela época, nascido em 25 de novembro de 1882, em Jeremoabo-BA, filho de Jesuíno Martins de Sá e Emiliana Gonçalves de Sá, casado com Lígia de Carvalho Sá, falecido em 5 de agosto de 1958, tinha como Formação Educacional o Curso Primário em Jeremoabo. Foi Prefeito de Jeremoabo. Deputado estadual, 1915-1916 e 1927-1928 e eleito deputado estadual Constituinte pelo Partido Social Democrático - PSD, 1947-1951. Na Assembléia Legislativa, 1º vice-presidente da Mesa Diretora (1947-1948); presidente da Comissão de Polícia Civil e Militar (1949-1950). Da família Gonçalves Sá com origem em Alagoas e Bahia. Em meados do século XIX, instalara-se, no município de Jeremoabo, um moço alagoano, de Água Branca, que veio a ser, posteriormente, dono da Fazenda Torá. Casando-se, nasceu Jesuíno Martins de Sá (pai do Coronel João Sá), a quem estava reservado grande lugar na comunidade sertaneja. Crescendo, educado na escola e no trabalho continuado, ditado pelo pai, Jesuíno fez progresso, conquistando cedo, a sua independência econômica, no comércio da cidade, tendo, após, contraído matrimônio com Dona Delfina Gonçalves (mãe do Coronel João Sá), viúva do Senhor de Engenho Romão. Deste casamento nasceram os seguintes filhos: Jesuíno Martins de Sá Junior, Emílio Martins de Sá, João Gonçalves Sá (o Coronel João Sá), José Gonçalves e Lydia de Sá Carvalho, que veio a casar-se com o Coronel Bento Nolasco de Carvalho. O primeiro destinou-se ao comércio, o segundo a medicina, o terceiro ao comércio e o quarto à engenharia.

 2. OLYMPIO CAMPOS


Monsenhor_Olympio_CamposOlympio Campos exerceu as funções de Professor primário em nossa cidade entre 1874 e 1877, exatamente período em que seu irmão, Guilherme de Souza Campos, também foco deste artigo, foi Juiz de Direito em nosso município.

 Nascido em 26.07.1853 no engenho Periquito, município de Itabaianinha, filho do coronel José Vicente de Souza e D. Porfíria de Campos, Olímpio Campos realizou os estudos básicos em sua vila, em Estância e Lagarto. Quando tinha 15 anos e fazia os preparatórios em Recife (1866/68), repeliu as tendências agnósticas dos livres pensadores ao decidir seguir a carreira eclesiástica num momento em que a Igreja Católica estava politicamente desgastada pelo regalismo, pelo desprestígio do clero e pelo enfraquecimento das ordens religiosas. Começava a revelar a autonomia de sua personalidade forte, demonstrando desde cedo sua predisposição de abraçar causas difíceis e impopulares, sendo nomeado vigário coadjuvante em Itabaianinha (1877/78). De Itabaianinha, foi promovido a vigário titular em Vila Cristina, atual Cristinápolis, onde permaneceu de 1878 a 1880, quando foi transferido para Aracaju onde desenvolveu suas atividades religiosas até 1900. Cheio de fé e estimulado pelos desafios, dispôs-se à luta e ingressou formalmente na política partidária. Concorreu a deputado provincial e exerceu dois mandatos (1882/1983 e 1984), sendo ainda Deputado Geral, de 1885 a 1889; Constituinte Estadual em 1891; Deputado Federal de 1893 a 1894; Deputado Federal de 1894 a 1896; Deputado Federal de 1897 a 1899; Prefeito Intendente em 1890; Presidente do Estado de Sergipe de 1899 a 1902 e Senador  de 1903 a 1906;

 No governo, monsenhor Olímpio de Souza Campos administrou o Estado de 1899 a 1902 com energia e eficiência. Empenhou-se para a melhoria das condições de vida na capital e no interior. Preocupou-se com a questão da água e do saneamento, realizando aterros em praças, e começou o calçamento de ruas de Aracaju. Restaurou prédios públicos, inclusive a Escola Normal, que voltou a funcionar, e empenhou-se em criar o Banco de Sergipe sem, contudo, consumar seu intento. Reformou o ensino e instituiu a vacinação nas escolas. Cuidou de reforçar o montepio dos funcionários e organizou a administração dos hospitais de caridade. Em 1905, Olímpio Campos optou pela indicação do irmão, o desembargador Guilherme de Souza Campos, para suceder Josino Menezes. Em de 09 de novembro de 1906, no Rio de Janeiro, filhos de Fausto Cardoso junto com dois comparsas cercaram-no. Dois pela frente e dois por trás. O monsenhor tentou esvair-se em vão. Na praça XV da capital da República o líder Olímpio Campos tombou pelo efeito de 11 tiros e duas facadas. Gumercindo Bessa, seu antagonista, registrou no seu diário: mataram um inocente.

 3. GUILHERME DE SOUZA CAMPOS

guilherme_souza_campos

O outro personagem é um sergipano de origem que aqui viveu e laborou aqui como Juiz de Direito de 1874 a 1878, que tem também uma grande biografia. Guilherme de Souza Campos, filho de José Vicente de Souza, Coronel da Guarda Nacional e de Porfíria Maria de Campos Souza, irmão mais velho de Olímpio de Souza Campos, nasceu no Engenho Periquito, no município de Itabaianinha, em 10 de fevereiro de 1850, recebendo o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais com os seus colegas da turma de 1871. Formado, inicia carreira profissional como Promotor Público da Comarca de Lagarto, de julho de 1872 a janeiro de 1873, seguindo-se como Juiz Municipal do Termo de Jeremoabo, na Bahia, com mandato de quatro anos, de fevereiro de 1874 a fevereiro de 1878. Volta a Sergipe, até que é nomeado Juiz de Direito da Comarca de Riachão, na distante Província do Maranhão nos anos de 1887 e 1888. No ano seguinte, 1889, é nomeado Chefe de Polícia do Espírito Santo. Ao retornar para seu Estado, já com a vigência da República, vai ocupar, como Juiz de Direito, a Comarca de Lagarto, onde fica de 1890 a 1892. Enquanto dava os primeiros e seguros passos na vida judiciária do Estado, Guilherme de Souza Campos esteve no legislativo sergipano, em dois mandatos de Deputado Estadual (1872-1873 e 1878-1879). Em 26 de dezembro de 1892 foi nomeado desembargador do Tribunal de Relação, sendo eleito para chefiar o Poder Judiciário do Estado de Sergipe em 22 de janeiro de 1895, retomando suas funções de Presidente do Tribunal de Relação, com a eleição realizada na sessão de 11 de julho de 1899, mais de três anos depois da sua deposição e aposentadoria compulsória. É reeleito, seguidamente, até 1905, recebendo a influência do irmão e já grande líder político sergipano, monsenhor Olímpio de Souza Campos. Eleito em 7 de setembro de 1905 e empossado como Presidente do Estado de Sergipe 24 de outubro do mesmo ano. Guilherme de Souza Campos ostentava uma singularidade: era o cidadão sergipano que tinha participado dos três poderes, sendo deputado provincial na Monarquia, Presidente do Poder Judiciário e Presidente do Estado, na vigência da República. Na eleição de 7 de setembro de 1908, Guilherme de Souza Campos foi eleito Senador, cumprindo mandato de 1909 a 1917 e morreu em Aracaju, em 3 de outubro de 1923.

 

BIBLIOGRAFIA

1. DANTAS, José Ibarê Costa. A TRAJETÓRIA POLÍTICA DE OLÍMPIO DE SOUZA CAMPOS 1853/1906. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe/Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. – Vol. 1, n. 1 (1913). Aracaju. 1913
 
2.  WIKIPÉDIA Olympio Campos. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ol%C3%ADmpio_Campos, acesso em 31.08.2011, 00:06 hs
 
3. ITABAIANINHA, Site oficial. Disponível em: http://www.itabaianinha.se.gov.br/filhos-ilustres/44-monsenhor-olimpio-de-sousa-campos.html, acesso em 01.09.2011, 00:18
 
4. HISTÓRICO DE CIDADES BRASILEIRAS, IBGE. Coronel João Sá BA. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=290920, acesso em 03.09.2011, 22:10 hs
 
5. SENADORES, Biografia. João Gonçalves de Sá.  Disponível em http://www.al.ba.gov.br/v2/biografia.cfm?varCodigo=536, acesso em 05.09.2011, 18:03 hs
 
6. SENADORES, Biografia. Olympio Campos., Disponível em http://www.senado.gov.br/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=2159&li=26&lcab=1903-1905&lf=26, acesso em 05.09.2011, 19:30 hs
 

1Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Secretário Municipal Educação Jeremoabo (BA). E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Publicado em 07.11.2011