PROFESSORA CRIA EQUIPAMENTO QUE ALIVIA DORES E DÁ PRAZER CUJA TRANÇA EM TECIDO É FEITA EM JEREMOABO BA

As associações de mulheres do Monte Alegre e Caritá é quem preparam as tranças da centopéia

 

PROFESSORA CRIA EQUIPAMENTO QUE ALIVIA DORES E DÁ PRAZER CUJA TRANÇA EM TECIDO É FEITA EM JEREMOABO BA

Instrutora de pilates radicada na Bahia, Isabela Moody criou 'bicho' inovador que faz milagre na coluna, no ombro, cujos tecidos da trança são feitos pela Associação União de Mulheres do Monte Alegre (AUMMA) e Associação de Mulheres Empreendedoras da Comunidade do Caritá (AME Caritá), e Jeremoabo BA,

Quando tinha em torno de 27 anos, Isabela Moody, 56 anos, sofria com lesão por esforço repetitivo. A professora de pilates e bacharel em Artes Plásticas chegou a ter mais de 30 torcicolos em poucos dias. Como passava muito tempo sentada, ela também sentia uma forte dor ciática. Foi nessa época que a carioca radicada na Bahia passou a usar bolas de tênis diariamente para aliviar dores, muito antes de pensar em praticar a atividade física criada por Joseph Pilates (1883 - 1967).

Não à toa, a paixão pelo objeto está espalhada por todos os cantos de sua casa - penduradas nas paredes, em móveis que ela criou - e também ficou eternizada na Centopeia Centípede, invenção que desenvolve, alinha e estimula o corpo, promovendo alongamento, equilíbrio, força, alívio e prazer.

A Centopeia Centípede (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Visualmente, o equipamento lembra uma coluna vertebral. Tem muita gente que enxerga também o próprio ‘bicho’ homônimo, que já ganhou vida, com patente internacional e milhares de exemplares pelo mundo - 3,5 mil foram vendidos nos últimos 18 meses.

O quase animal nasceu na Bahia, em 2014, terra na qual Isabela vive desde os 11 anos. Assim como o inseto, que tem entre 30 e 300 perninhas, o instrumento tem cerca de 30 'patas', formadas por 15 pares de bolas de tênis.

Diferentemente da lacraia, espécie cuja picada dói e faz inchar, o bicho de Isabela pode até provocar dor, mas, na verdade, promove aquele incômodo gostoso, seguido de alívio, prazer em qualquer área do corpo.

“É uma escultura sensorial que promove automassagem e movimento ao mesmo tempo. É um brinquedo, um equipamento, um acessório e um instrumento irresistível de autocuidado. Muitos usam ela sozinha, outros com equipamentos do pilates, da academia, com cadeiras, com o assento do carro, etc. Ela casa com muita coisa. É um bicho que cuida do dono”, resume Isabela.

Hoje, o acessório contribui diariamente para o bem-estar de várias pessoas. E era essa a ideia da genitora quando começou a ensinar pilates: ela queria ajudar as pessoas para além da sala de aula e, por isso, começou a fazer objetos, equipamentos e mobiliários proativos para melhorar posturas e promover o bem-estar.

"Sempre tive a preocupação de ajudar alunos a reconhecer objetos que não fazem bem e que podem nos machucar em cinco minutos. É o caso de sapatos, cadeiras, colchões... Comecei a focar mais nisso”, lembra Isabela.

A Centopeia é recomendada por fisioterapeutas e professores para relaxar e pode ser usada por pessoas de todas as idades. O cuidado deve ser maior apenas para quem osteoporose. “Proporciona um feedback corporal que facilita a pessoa perceber seu corpo, os locais de tensão e bloqueio. Ajuda a identificar, tratar e desbloquear isso tudo, aliviando a tensão e estresse excessivo”, garante o psicólogo e professor de pilares Daniel Becker, 54.

Processo de produção

Os tecidos da trança, que é adaptada da linha Fletcher – já usada no pilates - são feitos pela Associação União de Mulheres do Monte Alegre (AUMMA) e Associação de Mulheres Empreendedoras da Comunidade do Caritá (AME Caritá), que mandam o tecido do município de Jeremoabo, no Nordeste da Bahia, para Salvador. Aqui, costureiras preparam a alça e deixam o pano pré-pronto para a trança.

Fonte: Correio da Bahia

 

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