GOVERNO DE CUBA ANUNCIA A SAÍDA DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Categoria: Saúde
Criado em Quinta, 15 Novembro 2018 15:43
Publicado em Quinta, 15 Novembro 2018 15:43
Escrito por Pedro Son
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Decisão ocorreu pela pretensão de Jair Bolsonaro ter dito que pretende modificar os termos do acordo..

GOVERNO DE CUBA ANUNCIA A SAÍDA DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Decisão ocorreu pela pretensão de Jair Bolsonaro ter dito que pretende modificar os termos do acordo..

O governo de Cuba afirmou que vai deixar o programa Mais Médicos. A decisão foi anunciada depois de o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ter dito que pretende modificar os termos do acordo. O governo cubano se referiu ao que chamou de "declarações ameaçadoras e depreciativas" de Bolsonaro.

Os cubanos do Mais Médicos terão que fazer as malas. O governo de Havana não deu data, mas o Ministério da Saúde de Cuba declarou que "o presidente eleito, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença dos médicos, declarou e reiterou que mudará os termos e condições do programa, com desrespeito à Opas, a Organização Pan-Americana de Saúde, e ao convênio, ao questionar a capacitação dos médicos e condicionar a permanência deles à revalidação do diploma, como única forma de contrato individual”.

Bolsonaro criticou o programa ao longo da campanha. Segundo o governo brasileiro, o Mais Médicos tem 18.240 vagas. Mais de 8 mil ocupadas por cubanos. O salário é de R$ 11.520.

A contratação dos cubanos é diferente. O pagamento é feito por meio da Opas. O governo de Cuba fica com 70% do vencimento, a título de doação. O médico mesmo fica com menos de R$ 4 mil.

O Conselho Federal de Medicina disse, em nota, que no Brasil há médico suficiente. Cabe ao governo dar as condições de trabalho e estimular os profissionais a atuarem em áreas pobres e distantes.

Antes de embarcar de volta para o Rio, Jair Bolsonaro afirmou que considera desumano o médico cubano trabalhar longe da família e sem receber o salário integral.

“Em torno de 70% do salário desses médicos é confiscado para a ditadura cubana e outra coisa, que é um desrespeito com quem recebe o tratamento por parte desses cubanos, não temos qualquer comprovação que eles sejam realmente médicos e estejam aptos a desempenhar a sua função. Agora, a decisão de suspender isso, foi unilateral por parte do governo, governo não, da ditadura cubana. Eu jamais faria um acordo com Cuba nesses termos, isso é trabalho escravo”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro prometeu suprir a ausência dos médicos de Cuba, e disse que dará asilo político aos cubanos que pedirem.

“Nós estamos formando, tenho certeza aqui, em torno de 20 mil médicos por ano e a tendência é aumentar esse número. Nós podemos suprir esse programa com esses médicos. Agora, o programa não está suspenso, de outros países podem vir para cá e a partir de janeiro, nós pretendemos, logicamente, dar uma satisfação a essas populações que são desassistidas dessa forma”, disse.

O Ministério da Saúde informou que fará um edital de convocação para médicos interessados nas vagas deixadas pelos cubanos. Prioridade para candidatos brasileiros formados no Brasil e, depois, os formados no exterior.

Fonte: G1