Paróquia de São João Batista de Jeremoabo (BA) celebra 300 anos

 

 300 anos de muita fé e devoção!

 

Paróquia de São João Batista de Jeremoabo (BA) celebra 300 anos

Por: Pedro Son

Hoje (11.04.2018) a Paróquia de São João Batista de Jeremoabo (BA) completa 300 anos de irradiação cristã por nosso município e municípios circunvizinhos. Em 1718, por Alvará Régio de 11 de abril, criou-se a freguesia com a invocação de “São João Baptista de Gerimuabo do Sertão de Cima”, subordinado ao município de Itapicuru, tendo como protetor e padroeiro São João Batista, ou simplesmente como denominava o Padre Januário, “São João Bautista de Jerimuabo”. A Freguesia criada possuía as seguintes igrejas: A Matriz, a Capela de Nossa Senhora das Brotas (desbaratada e só com as paredes em pé), a Igreja da Santíssima Trindade do Massacará (construída em 1689 por franciscanos, hoje município de Euclides da Cunha (BA)) e a Igreja da Ascensão do Senhor do Saco dos Morcegos (hoje Mirandela, em Banzaê) com jesuítas.

Mas nossa história religiosa começa bem mais longe. Começa na primeira metade do ano de 1666, quando o Padre Jacob Roland e o Irmão Teólogo João de Barros iniciam missões no sertão da Bahia, consolidando aldeamentos na região nordeste da Bahia, auxiliando na ocupação da região, pacificando os índios e fornecendo ponto de poio aos tangedores que conduziam sua boiada. Os poderosos D’Ávila sentiram-se ameaçados e em março de 1669, destruiu com incêndio as igrejas do Itapicuru, Geremoabo e a dos Kaimbés, em Massacará. Depois, no primeiro quartel do século XVII, há notícias de que uma religiosa fundou aldeamento em derredor da ermida de Nossa Senhora de Brotas.  

Ou seja, 49 anos após o incêndio da Igreja de Brotas, a Freguesia nasce em louvor a São João Batista. Por que não Nossa Senhora de Brotas? Ora, Ermida, como se encontrou registrado, segundo o dicionário é uma capela afastada do centro da cidade. Então ali onde estava a Ermida de Nossa Senhora de Brotas não era o centro da cidade. Haviam moradores em outra parte, onde, provavelmente, cultuavam São João Batista. Vou até mais além: parecemos perceber que Nossa Senhora de Brotas era a Capela dos índios e São João Batista era a Capela do centro da cidade.

A real data de construção da Igreja de São João Batista, apesar de inúmeras pesquisas, não foi possível determinar. O que existe de fato é que em 21.07.1724, O Vigário João Coelho de Bessa remeteu requerimento ao Rei D. João V solicitando “esmola” para reedificar a Igreja Matriz São João de Jeremoabo (AHU-Bahia, cx. 17, doc. 18. AHU_ACL_CU_005, Cx. 19, D. 1736 Página 119).. Reedificar? Ou seja, a Igreja foi construída muito antes de 1718.

Como primeiros padres temos:

1666: João de Barros e Jacob Roland.

1718 a 1737: Pe. João Coelho de Bessa

1743 a 1748: O Pe. Tomé Pereira Pinto

1749 a 1757: Pe. Januário José de Souza Pereira

1759: Pe. Manoel Muniz

E os últimos padres:

1927 a 1928: Mons. José Magalhães e Souza

1959: Mons. Francisco José de Oliveira como também os padres auxiliares Manoel Antônio de Moura e Padre Eliomar Gomes da Silva.

1959: Pe. Aldo

2007: Pe. José Ramos Neves

2012 a 2015: Pe. Fabrício vem auxiliar o padre Ramos na condução da paróquia

2016: Pe. Geraldo vem auxiliar o padre Ramos na condução da Paróquia

Observação: O aqui demonstrado é parte do livro “Jeremoabo, Cidade Mãe”, em construção e fruto de pesquisas sobre a história de nossa cidade.

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