CHUVAS: REGIÃO CHOVE SEM PARAR E PESQUISA INDICA 10 ANOS DE CHUVA NO NORDESTE

 

As chuvas voltaram com um inverno intenso 

CHUVAS: REGIÃO CHOVE SEM PARAR E PESQUISA INDICA 10 ANOS DE CHUVA NO NORDESTE

Por: Pedro Son

Jeremoabo BA e região chove há uma semana. Há muito tempo que não se via tanta riqueza. Evidente que tal estado traz também alguns problemas de transbordamento de barragens e consequentes problemas às cidades e populações que sofrem com desabrigados e problemas da natureza, a exemplo do ocorrido em Pedro Alexandre (BA) e Coronel João Sá (BA). Fora isso, está bonito de se ver! Chove praticamente em toda a região, diferente de outras épocas quando aqui e ali chovia, com os pluviômetros marcando chuvas totais acima de 140 mm.

Por conta disso, começam as roças de milho e feijão começam a surgirem, viçosas e bonitas! Uma vez perguntaram ao Padre Cícero, qual a melhor época de plantar: “a melhor época de plantar é quando chove!”. Conversa repassada por meu sogro, Manoel, que ainda relembra as boas roças de milho que conseguiu plantando no mês de Outubro, fora dos padrões da região. Pois é, os agricultores correm para as roças.    

Segundo prognóstico divulgado em janeiro passado, pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a região Nordeste teria maior probabilidade de chuvas dentro da média histórica, em 2019, em função de o El Niño deste ano apresentar-se com intensidade fraca ou moderada, e assim não seria decisivo para definir o regime de chuvas no Nordeste. O que causa as secas mais intensas na região é o El Niño de intensidade forte.

Agora, a ótima notícia! Estudos desenvolvidos pelo PhD em Meteorologia e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Luiz Carlos Molion, os próximos dez anos (2020-2030) apontam para um resfriamento dos oceanos, o que significa o fim do ciclo da estiagem prolongada com a chegada de chuvas regulares no Nordeste brasileiro. Desde dezembro de 2008, o sol entrou nesse período de baixa atividade e passará assim, produzindo um pouco menos de energia, até 2030. Esse fenômeno, chamado “mínimo solar”, ocorre a cada 100 anos e, para a Ciência, ainda é um mistério explicar o porquê de o astro ter esse comportamento por século.

O pesquisador Molion explica que o clima do planeta é controlado pela temperatura dos oceanos, responsáveis por cobrir 71% da superfície da Terra. O Pacífico, particularmente, que ocupa 35% da superfície da Terra, já dá sinais de que está esfriando. “E, se o sol é a fonte principal de calor e seu campo magnético está em baixa atividade, a tendência é o esfriamento dos oceanos. Quando esse campo (magnético) enfraquece, temos mais formação de nuvens. Ou seja, mais chuvas e também menos radiações porque os raios solares batem no topo das nuvens e retornam ao espaço”, detalha o estudioso.

Quem duvida? A interpretação das condições climáticas estão bem avançadas e cada vez mais certeiras. Há uns dois meses atrás conversei com o Prefeito de Santa Brígida (BA), Clériston Santana Gomes, conhecido como Gordo de Raimundo, solicitando-lhe ajeitar uma estrada de acesso no povoado Vicente, naquele município, onde tenho uma pequena propriedade. Na ocasião, ele pediu-me paciência, iria fazer um paliativo porque não adiantaria investir muito na ocasião em função das chuvas que cairiam, além da média, do final de junho para primeira quinzena de julho, segundo estudos que ele teria tido acesso. Acertou na mosca!  

Com informações dos sites Nossa Ciência e Folhape.

 

 

 

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