
o vaqueiro e sua rainha puxam o desfile
A comunidade de Lagoa do Mato organizou no ultimo dia 11.09, sábado passado, seu 5º. Encontro de Vaqueiros, numa festa bonita de fé e festa, organizada por Tião e famÃlia, sendo iniciada com um desfile de vaqueiros da comunidade Lagoa Escondida para Lagoa do mato. A celebração presidida por Dr. Moura, que já foi padre do municÃpio, intermediada pelos belos aboios e cantos dos Irmãos Grigório, destacou a figura do vaqueiro, antes de tudo, um forte, e no evangelho das ovelhas perdidas lembrava a busca do cavaleiro e seu cavalo atrás do boi no mato perdido. Muitos jeremoabenses prestigiaram e algumas autoridades como o Prefeito Municipal, João Batista, Secretário de Educação, Pedro Son, Presidente da Câmara, Antonio Chaves, Vereador Bino.

organizador, Prefeito, Celebrante e vereador Bino
Muito popular em nossa região, fui pesquisar a origem da tradição, encontrando um texto interessante que reproduzo:
Missa do Vaqueiro
Regina Coeli Vieira Machado
Servidora da Fundação Joaquim Nabuco
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A Missa do Vaqueiro é um evento religioso, tradicional na cultura popular do sertão pernambucano.
Esta celebração teve origem a partir do desaparecimento do vaqueiro Raimundo Jacó, um vaqueiro de muita coragem do Sertão nordestino, que foi assassinado traiçoeiramente nas caatingas do SÃtio das Lages, distrito do municÃpio de Serrita, localizado no alto sertão do Araripe, localizado a 553 quilômetros do Recife.
A primeira missa em sua memória foi idealizada pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga cantor e compositor pernambucano, e rezada pelo padre João Câncio dos Santos em 1971. Celebrada sempre no terceiro domingo do mês de julho, ao ar livre, num local onde foi construÃdo um altar de pedra rústica em forma de ferradura. É neste dia que se reúnem vaqueiros de vários estados do Norte e Nordeste e se confraternizam diante da fé cristã.
A ideologia cristã da missa é um ato de fé do homem sertanejo, que apesar de ser um povo sofrido, não perde jamais a esperança de dias melhores.
Eles sobem até o altar e fazem suas oferendas com peças de sua indumentária de couro, arreios, e instrumentos usados no pastoreio do gado. Durante o ofertório eles improvisam versos de aboio sobre cada peça ofertada.
Os vaqueiros são homens sertanejos, boiadeiros de perdidas caatingas. Chegam montados nos seus cavalos, vestidos de gibão, botas, coletes e chapéu de couro enfeitado, trazendo no semblante a bravura do homem sertanejo.
Esta é uma homenagem feita não apenas ao grande vaqueiro Raimundo Jacó, mas a todos vaqueiros nordestinos corajosos que desafiam a imensidão, a seca, a fome e o perigo do grande Sertão nordestino.
Na semana que antecede a celebração da missa, o municÃpio de Serrita vive um clima de festa folclórica, com vaquejada, banda de pÃfanos, zabumbeiros, sanfoneiros tocando forró pé-de-serra, baião, xote, xaxado, ciranda, coco, cantorias, repentistas, aboiadores, além da feirinha tÃpica, onde são expostos objetos artesanais e decorativos, comidas tradicionais à base de milho e mandioca, rapadura, caldo de cana, beijus, entre outras.
O objetivo principal da Missa do Vaqueiro é mostrar, através da figura do vaqueiro Raimundo Jacó, a bravura, a dedicação e a fé do homem sertanejo, valorizando a cultura popular e o rico artesanato nordestino.
Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/

Irmãos Grigório e Dr. Moura