LucimárioLima de Oliveira tinha oito passagens pela polícia por estelionato nos estadosda Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. A polícia Civil chegouao criminoso por meio de uma denúncia anônima.
Segundo o Delegado Chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Marcelo dePaula Araújo, Lucimário e o parceiro, Anderson de Sousa Granjeiro, 25 anos,foram presos tentando aplicar um golpe em um empresário. Lucimário disse queera dono de uma construtora e eles queriam entrar em sociedade com a vítima. Oempresário pagaria R$ 25 mil para ser sócio do estelionatário, mas não chegou apagar nada. Os suspeitos foram atuados em flagrante por tentativa deestelionato e foram recolhidos ao cárcere do Departamento de PolíciaEspecializada (DPE).
Histórico de golpes
Lucimárioque é natural de Jeremoabo (BA). Em junho de 2008 foi preso na vizinha cidadede Glória pelo delegado Marco Antonio de Jesus Bacelar. À época, o delegadodisse que "foi procurado por um cidadão que teria vendido uma propriedade nazona rural no valor de R$ 150 mil para o senhor Lucimário Lima de Oliveira, eeste, antes mesmo de efetuar o pagamento, já estaria se desfazendo dos objetosda propriedade, a exemplo de alguns animais. Ele veio até a delegacia depolicia e pediu umas orientações".
"De imediatofizemos o levantamento das informações sobre o Lucimário e constatamos que esteindividuo é procurado pela justiça de Guarulhos, em São Paulo, tendo sidocondenado no ano passado no mês de agosto a 1 ano e 9 meses de reclusão emregime fechado pela pratica de estelionato", contou Bacelar.
Prisão
Em junhode 2008 o suposto empresário Lucimário Lima de Oliveira, a época com 30 anos,foi preso no município de Parelhas, região Seridó do RN, acusado de abrirempresas fantasmas em vários estados do país e de se passar por pastorevangélico e Procurador da União em Guarulhos (SP).
Em PauloAfonso, BA, o acusado mantinha um escritório de consultoria na Galeria OásisCenter, localizada no centro da cidade. Na cidade de Guarulhos (SP), Lucimáriovendia credenciais do Instituto de Integração Nacional de Juízes de Paz parapastores evangélicos, valores que variavam entre R$ 2 mil a 3 mil, com apromessa de que as vítimas seriam Juízes de Paz.
EmJeremoabo, sua terra natal, e na região, Lucimário aplicou "171" em cerca de 5mil pessoas com a falsa promessa de fundação de uma empresa de produção deBiodiesel através da mamona. De cada inscrito ele cobrava a quantia de R$ 5,00.Lucimário anoiteceu e não amanheceu na cidade. O crime ficou conhecido como"Golpe da mamona".
Informações de Bob Charles e da Tribuna do Brasil
Fonte.Interior da Bahia